A paralisação dos entregadores de aplicativos nesta segunda-feira (31), conhecida como “Breque Nacional”, teve um impacto significativo no setor de bares e restaurantes da capital paulista. Durante o primeiro dia de mobilização, diversos estabelecimentos relataram quedas drásticas no volume de pedidos por meio de plataformas de delivery, como o iFood.
De acordo com relatos de empresários do setor, a paralisação afetou diretamente os negócios que dependem dos serviços de entrega. Segundo Cesinha Ferreira, presidente da Associação Apressa, muitos estabelecimentos ficaram sem receber pedidos ao longo do dia. “O impacto foi enorme, e alguns locais não registraram nenhuma venda via aplicativo”, destacou Ferreira.
Ainda de acordo com Ferreira, a dependência das plataformas de delivery se tornou um desafio para os bares e restaurantes. “Os empresários precisam lidar com essa situação e buscar alternativas para garantir o funcionamento dos negócios em momentos como esse”, afirmou.
Mobilização e reivindicações
A greve reuniu cerca de 5 mil entregadores em São Paulo, conforme informado pela Associação dos Motofretistas de Aplicativos do Brasil (AMABR). O grupo saiu do Estádio do Pacaembu e seguiu até a sede do iFood, em Osasco, onde representantes da empresa receberam lideranças do movimento.
Entre as principais reivindicações dos entregadores estão a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida, o aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, a limitação do raio de atuação para bicicletas a três quilômetros e o pagamento integral de pedidos agrupados na mesma rota.
Posicionamento do iFood
Em nota oficial, o iFood afirmou que monitora as manifestações e trabalha para manter a operação ativa. A empresa destacou que atualmente 60% das entregas são realizadas pelos próprios restaurantes e reforçou seu respeito às manifestações pacíficas.
A paralisação trouxe à tona a dependência dos bares e restaurantes em relação aos serviços de delivery e reforça a necessidade de debate sobre melhores condições para os entregadores, além de alternativas para garantir a continuidade das operações do setor em situações como essa.